Sunday, 22 September 2019

Lolas de antanho: Camisaria High Life

No local onde onde hoje está instalada uma loja de moda— recorda Mário Costa — existiram anteriormente três camisarias: de António Carneiro, de F. G. Coutinho e de Jacinto Bastos da Silva, esta denominada High-Life, também com chapelaria. O estabelecimento com os números 96-98 [da Rua Garrett], tem outra frente para a Rua de Serpa Pinto, n.° 42, e, quando se denominava Camisaria Borges, de Borges & Carneiro, gozou de fama pelo seu grande sortimento de «Rouparia e fazendas brancas — Enxovais para casamentos e baptizados».

Camisaria High Life [1917]
Rua Garrett, 96-98; Rua de Serpa Pinto, 42
Legenda da foto no AML: «Venda da Flor a favor das vítimas da 1ª Grande Guerra (1914-1918)»
Fotógrafo não identificado, in AML

Seguiu-se António Carneiro. E, na Camisaria Coutinho, já conhecida em recuados tempos, em Novembro de 1872 «faziam sensação duas riquíssimas camisas para senhora, destinadas a uma noiva brasileira, avaliadas, respectivamente, em 30$000 e 40$000 réis».
Guarda nas suas entranhas a história do Café do Toscano, que em 1826 pertencia a Domingos Daddi, e, em 1844, a José Marrare, sobrinho do célebre botequineiro.

Camisaria High Life [1917]
Rua Garrett, 96-98; Rua de Serpa Pinto, 42 (antiga Nova dos Mártires
Legenda da foto no AML: «Venda da Flor a favor das vítimas da 1ª Grande Guerra (1914-1918)»
Fotógrafo não identificado, in AML

Bibliografia
COSTA, Mário, O Chiado pitoresco e elegante, p. 276, 1987.

2 comments:

  1. Sabe que flor era essa que vendiam? Seria uma papoila, como se faz ainda actualmente no RU?

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    1. Eram flores artificiais. https://lisboadeantigamente.blogspot.com/2015/06/feira-do-sorriso-e-das-flores.html

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