Wednesday, 9 January 2019

Travessa da Trabuqueta

Nesta Rua do Arco [a Alcântara] que leva à Rua Vieira da Silva, —  recorda-nos o ilustre olisipógrafo Norberto de Araújo —  nasce, logo à direita, a Trabuqueta.  
Trabuqueta! Vê tu que bizarra designação. Deve ser antiga, talvez desde o princípio dêste dédalo arruado e insignificante. Aí tens uns casebres côr de rosa, ao lado de uns prédios de há meia dúzia de anos, mais senhores de si. 
A Trabuqueta e o Baluarte [Tv.] são vizinhos, cada um dêles com a sua travessa e com o seu ar compungido de quem suplica —  que não reparem neles.

Travessa da Trabuqueta [c. 1940]
À esq., a Rua do Arco a Alcântara
Eduardo Portugal, in AM
L

N.B. A Travessa da Trabuqueta, na freguesia dos Prazeres, foi fixada na memória de Lisboa em data que se desconhece e sobre ela apenas se conhece o que o olisipógrafo Norberto Araújo dela descreve.

Travessa da Trabuqueta [c. 1940]
À esq., a Rua do Arco a Alcântara
Eduardo Portugal, in AM
L
 
Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. IX, pp. 23-24, 1939.

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