Sunday, 12 August 2018

Hospital de D. Estefânia

Foi êste hospital «sonhado» pela simpática Rainha, mulher de D. Pedro V, em 1858. O Rei mandou pedir para Inglaterra, ao Príncipe Alberto, marido da Rainha Vitória, o projecto de «um hospital moderno», para crianças, qual era o desejo da jovem rainha.

Mas D. Estefânia morreu em 1859 e o Rei pouco lhe sobreviveu. Só em 1877, no 18.º aniversário da infeliz senhora, 17 de Julho, o novo Hospital foi inaugurado pelo Rei D. Luiz e pela Rainha D. Maria Pia.


O Hospital Dona Estefânia, iniciado em 1860 e concluído em 1877, foi mandado construir pela rainha D. Estefânia, mulher de D. Pedro V.
Numa visita ao Hospital São José, impressionada com a promiscuidade com que na mesma enfermaria eram tratadas crianças e adultos, a rainha ofereceu o seu dote de casamento para que aí fosse criada uma enfermaria para aquelas, e manifestou o desejo de construir um hospital para crianças pobres e enfermas.

Hospital Dona Estefânia [Início do séc. XX]
Rua Jacinta Marto
Antiga Rua Joaquim Bonifácio, (troço compreendido entre a Rua de Dona Estefânia e o Largo de Santa Bárbara). O topónimo homenageia uma das pastorinhas de FátimaJacinta Marto (1910-1920), nas proximidades do local onde faleceu: Hospital de D. Estefânia
Fotógrafo não identificado, in A.M.L.

Inicialmente chamou-se Hospital da Bemposta — por ter sido erguido em terrenos da «Quinta Velha» da Bemposta  — , mas em homenagem à rainha, que entretanto falecera, passou a designar-se de Hospital D. Estefânia.
A sua construção foi primorosamente planeada. Relacionado com as mais ilustres casas reais da Europa, D. Pedro V solicitou pareceres sobre projectos e plantas hospitalares, elaboradas por técnicos competentes e autorizados sobre o assunto e remetidas dos mais variados locais, nomeadamente Londres, Berlim e Paris.

Hospital Dona Estefânia [c. 1930]
Rua Jacinta Marto
Abre o recinto, guarnecido de gradeamento, por um jardim agradável, e ao fundo se levanta o corpo principal do edifício, com seu pórtico saliente e elegante, sôbre o qual se rasga uma varanda decorativa; o centro da fachada sobrepuja-se das armas reais de D. Pedro V e de D. Estefânia. [Araújo: 1938]
Ferreira da Cunha, in A.M.L.

Em 1969 passou a ter valência Materno Infantil com a construção de um edifício provisório para onde foi transferida de S. José, a Maternidade Magalhães Coutinho inaugurada em 1931.

Hospital Dona Estefânia [194-]
Rua Jacinta Marto
Segue-me por êste pátio interior, com seu claustro de arcadas frias mas elegantes, com seu jardim, e, no centro, com a sua fonte decorativa. Ao fundo está a antiga capela. [Araújo: 1938]
Manuel Tavares, in A.M.L.
 
Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. IV, 1938.

5 comments:

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