Sunday, 22 July 2018

Chafariz da Junqueira ou da Cordoaria

Na Rua da Junqueira abre-se a certa altura um pequeno recanto onde se encontra um chafariz construído em 1821 e inaugurado no ano seguinte. Mário de Sampayo Ribeiro, referindo-se-lhe numa conferência proferida em 1939, disse: «Disposto em meia-laranja, tem duas bicas e só se notabiliza pelo facto de manter intacta; as armas reais portuguesas do tempo de D. João VI». 

Hoje não podemos deixar de acrescentar estarem as paredes dessa meia-laranja decoradas com alguns azulejos policromos, tornando mais atraente o recanto. 

 

Chafariz da Junqueira [1965]
Rua da Junqueira (entre o nº 154 e 156)
Arrmando Serôdio, in A.M.L.

Erguido em 1821 — conjuntamente com o Chafariz do Rio Seco e em ambos se gastaram 40.527$236 réis — , segundo risco do arq. Honorato José Correia de Macedo e Sá, a sua primeira água correu em 1822. Inicialmente alimentado por uma mina de água situada no Alto de Sto. Amaro, sentiu necessidade, em 1838, de ser servido por um novo caudal das proximidades de Rio Seco. Trata-se de um chafariz de espaldar elevado, com aspecto robusto, integrado num arranjo urbanístico envolvente, da autoria do arq. Raul Lino, que articula a centralidade do chafariz com panos murários curvos, decorados com silhares de azulejos, tendo adossados bancos de cantaria. 

Chafariz da Junqueira, corpo principal [post. 1895]
Rua da Junqueira (entre o nº 154 e 156)
Chaves Cruz , in A.M.L.

O corpo principal do chafariz, em pedra de lioz, evidencia ao centro 2 molduras sobrepostas, enquadradas por 2 pilastras, lendo-se na moldura superior a inscrição:
AGOAS LIVRES
ANNO DE 1821
A rematar este conjunto surge um elaborado frontão, delimitado por um jogo interessante de pesadas aletas e volutas, que ostenta no topo central as armas de Portugal: o escudo nacional sobre esfera armilar, coroada. Em articulação com a arca de água destaca-se um tanque, de planta recortada, que recebe a água de 2 bicas.

Chafariz da Junqueira Nº 25
Gravura, in A.M.L.

Bibliografia
ANDRADE, José Sérgio Velloso de, Memoria sobre chafarizes, bicas, fontes, e poços públicos de Lisboa, 1851.
RIBEIRO, Mário de Sampaio, Do Sítio da Junqueira, 1939.

3 comments:

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