Friday, 10 November 2017

Pâtisserie Bijou

Uma das mais fortes impressões que o touriste leva de Lisboa, além da recordação perfumada dos nossos edís, é a desnacionalisação, o internacionalismo de Lisboa. Assim, depois de exautorado no Golden Palace, de perfumado na Bonheur des Dames (a que alguns chamam Malheur des Maris), de almoçado no Royal Restaurant, o estrangeiro não vê por toda a parte se não taboletas, dísticos, anúncios, réclamos, títulos, placards, em todas as línguas, monos em português. Se lancha é no Rendez-vous des Gourmets ou na Patisserie Bijou, se compra uma camisa é na Maison Blanche; se compra flôres, na La Ville de Paris; se escolhe um fato, no Old England; se se hospéda, é no Avenida Palace, e até se vai ao medico ou toma banho tem o Salon des bains e o Cabinet orthopédique. ¹

Pâtisserie Bijou [1929]
Avenida da Liberdade esquina com a Praça da Alegria
Fotógrafo não identificado, in Arquivo do Jornal O Século

Já agora lembro-te uma «Pastelaria Bijou» que existiu longos anos aqui na Avenida — recorda o ilustre Norberto de Araújo —, esquina norte do comêço da rampa da Praça da Alegria, n.°s 91 a 103; desapareceu em 1936, e em seu lugar abriu a 3 de Setembro de 1938 o «Café Restaurante Moderno» (...) ²
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Bibliografia
¹ ABC: revista Portuguesa actualidades, 1920.
² ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, p. 28.

3 comments:

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