Sunday, 29 January 2017

Palacete Vilhena

Vamos entrar na Rua de S. Bento, que bem corrida dá pelo menos dez tostões por dia. Isto dizia-se há cinqüenta anos àcêrca dos mendigos de profissão; tão comprida é a rua que, com método e paciência, um «pobre», começando cedo, e recolhendo um óbulo de de cinco réis em cada uma das duzentas portas onde batesse, ganhava a sua jorna.


O nome do sítio de São Bento data do séc. XVI em que o topónimo do local era feito por referência ao Convento de frades beneditinos que vieram de Tibães.
Segundo o olisipógrafo Norberto Araújo, em Peregrinações em Lisboa, da Rua dos Poços dos Negros até ao Largo passado o Arco de S. Bento, o topónimo Rua de S. Bento seria antigo. Dali para cima até ao Rato, considerava ser do séc. XVIII já que eram os Olivais de S. Bento e antes Rua Nova de Colónia
Segundo outro olisipógrafo, Luís Pastor de Macedo, em Lisboa de Lés-a-Lés, o troço superior da Rua de S. Bento poderia anteriormente ter sido designado como Rua de S. Bento às Trinas, por referência às Trinas do Rato.

Palacete Vilhena [entre 1901-1908]
Rua de S. Bento, 183-189
Ao fundo, a casa onde viveu a fadista Amália Rodrigues
Machado & Souza, in AML

Ora, Dilecto, observa quão delicada é, em bom gôsto português, a edificação urbana da esquina da Rua de Santo Amaro, lado norte, n.°* 183-185 189, com suas doze sacadas muito unidas, num único andar; o prédio, que foi restaurado da primitiva traça setecentista por Tertuliano Marques em 1933 (existia em 1763), pertenceu à família Leite Ribeiro Freire e no fim do século passado era do chefe político e académico Dr. Júlio de Vilhena, pertencendo hoje a seu filho Dr. Ernesto de Vilhena, que nele habita.
Esta antiga residência classificada como património do Município de Lisboa foi reabilitada em 2008 e transformada empreendimento residencial.

Bibliografia
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XI, p. 32)
(cm-lisboa.pt)

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