Tuesday, 10 January 2017

Mercado de Belém, Rua Vieira Portuense e Tv. da Praça

Os prédios desta Rua Vieira Portuense — a poente do antigo Mercado de Belém e da Tv. da Praça — foram demolidas em 1940. O mercado foi poupado e os prédios a nascente foram «alindados para se integrarem, em 1940, na área da Exposição do Mundo Português.

Travessa da Praça [1939]
Antiga Travessa do Mercado; ao fundo, o antigo Mercado de Belém na Rua Vieira Portuense; os prédios (dir.) desta zona de Belém — onde hoje se encontram os Jardins de Belém — foram demolidos para construção da «Exposição do Mundo Português» de 1940. O mercado foi poupado e «alindado» para se integrar na referida exposição
Eduardo Portugal, in AML

O topónimo homenageia Francisco Vieira (1765-1805), pintor, lente de desenho na Academia do Porto, cognominado «Vieira Portuense», por ter nascido nessa cidade, e para se diferençar doutro seu afamado contemporâneo, conhecido pelo nome de «Vieira Lusitano», por ter nascido em Lisboa.
Figura ímpar, entre os grandes mestres da pintura setecentista, Vieira Portuense é um exemplo a seguir pela persistência da sua actividade artística e pelo estudo aturado que o levou a todos os lugares da Europa onde a arte se sacralizava, e fez dele o maior pintor do Século XVIII, com méritos reconhecidos em Itália, Alemanha e Inglaterra, bem como em Portugal, onde D.João VI o chamou à Corte, nomeando-o primeiro pintor da Real Câmara.

Rua Vieira Portuense  [1939]
Antigas ruas do Cais e da Cadeia; à esquerda, o antigo Mercado de Belém

Eduardo Portugal, in AML

O Mercado de Belém — escreve Norberto de Araújo — inaugurado em 1882, e começado a construir em Junho de 1880, substituiu um outro, que existiu em plena Rua Direita de Belém, até àquêle ano. Foi seu construtor Júlio César Viçoso. Representa um quadrilongo, com portas em cada uma das faces, contendo interiormente dois alpendrados. Nada tem de especial; tempo houve, no seu comêço, em que a chegada do peixe a êste mercado constituía um quadro tipico e animado, faina que hoje [1938] passa despercebida.

Rua Bahuto Gonçalves (hoje Jardins de Belém) [post. 1901]
Ao fundo à esq., o Mercado de Belém; do lado direito, vislumbra-se a
estátua-monumento a Afonso de Albuquerque

Alberto Carlos Lima, in AML


Bibliografia
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa,  vol. IX, pp. 73-74)
(cm-lisboa.pt/toponimia)

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