terça-feira, 15 de novembro de 2016

Café-Restaurante Tavares Pobre

Olhe... pode ser o Tavares Rico! Oiço falar nesse restaurante a pessoas importantes e, um dia, gostava de lá ir para ver como é! Parece que só deixam entrar de rabonas. Não... vamos antes ao Tavares Pobre! Sempre estamos mais descontraídos.


No último artigo publicado aqui no tasco, demos conta da história do antigo Café-Restaurante Tavares ou Tavares Rico. Hoje falamos do seu irmão mais novo, o Tavares Pobre — espécie de sucursal daquele — mas mais modesto e menos rico.

   O «Tavares Pobre» — relembra Norberto de Araújo — na sua fase primitiva é dos antigos restaurantes da Rua de S. Roque [actual Rua da Misericórdia], teve também o seu período de representação discreta político-literária. Foi fundado em 1852, sem ter ainda a designação actual [em 1938], por Vicente Marques Caldeira — uma simples casa de cafés e chocolates, por onde se entretinham os velhos artistas do Trindade —, e mais tarde, passado ao filho daquele, Manuel Caldeira, alindou-se, constituiu uma duplicação do Tavares célebre da Rua de S. Roque, que hoje subsiste mais abaixo.

Restaurante Tavares Pobre [c. 1940]
Rua da Misericórdia esquina com o Largo da Trindade

Eduardo Portugal, in AML

Localizado, até cerca de 1940, na esquina da Rua da Misericórdia com o Largo — que mais parece travessa — da Trindade, foi ocupado durante as décadas seguintes por uma casa de representação de bebidas. Até que, em 1983, cinco conhecidos profissionais (os irmãos José, Joaquim e Belmiro Costa, Arménio Fernandes e Antero Jacinto) inauguraram aqui o Bachus, bar e restaurante de luxo.

Prédio do antigo Restaurante Tavares Pobre [1970]
Rua da Misericórdia esquina com o Largo da Trindade

João Hermes Goulart, in AML

Bibliografia

(ROSA, Baptista, Chamava-se Júlia e fazia flores, 1984)
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. VI, p. 55 [1938])
(QUITÉRIO, José, Expresso.pt, 2011)

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