sábado, 3 de setembro de 2016

Avenida Infante Santo

Conforme o Edital de 13 de Maio de 1949 «o arruamento em construção, que ligará a Avenida 24 de Julho à Estrela, compreende parte da Rua Tenente Valadim, desde o término da curva do prédio do Estado (Instituto Maternal); parte da Travessa dos Brunos prédios nºs 22 e 24 e, ainda, a Rua da Torre da Pólvora» passou a ser a Avenida Infante Santo. [1]

Início dos trabalhos de demolição do troço do Aqueduto para a abertura da Avenida Infante Santo [1949]
Este troço do Aqueduto abastecia, desde 1778, o Palácio das Necessidades, a Cova da Moura, a Fábrica Ratton
e a Fábrica da Pólvora em Alcântara. A abertura da Avenida Infante Santo vai implicar a sua destruição
em finais da década de 1940; Basílica da Estrela

Judah Benoliel, in AML

Dom Fernando, o Infante Santo, oitavo filho de D. João I e de Dona Filipa de Lencastre, nasceu em Santarém, a 24 de Setembro de 1402, vindo a morrer em Fez, no ano de 1443.
Aparece ligado ao movimento defensor da presença portuguesa em Marrocos, perspectivando esta presença num misto de alargamento político da presença portuguesa e de alastramento da fé cristã. Sendo um defensor da conquista marroquina, é perfeitamente natural que pretendesse tomar parte na expedição, organizada já no reinado de D. Duarte, contra Tânger, e comandada pelo seu irmão Infante D. Henrique. Com o fracasso desta expedição e com a sua captura e abandono nos cárceres de Arzila e Fez, tornou-se num meio de pressão dos mouros junto dos portugueses para a sua troca pela cidade de Ceuta. No entanto, a importância de que Ceuta se revestia junto dos defensores da conservação daquela praça, leva a que o Infante D. Fernando seja sacrificado a este interesse, o que ele não entendia, dado o teor de uma carta que enviou da prisão ao seu irmão Infante D. Pedro, na qual se mostrava esperançado na sua libertação.
Com a sua morte, nascia a figura do Infante Santo, designação por que passou a ser conhecido. [2]

Avenida Infante Santo [1949]
Abertura da Avenida Infante Santo no local da antiga praceta do Aqueduto das Necessidades;
obras de urbanização e pavimentação

Fotógrafo não identificado, in AML

Bibliografia:
[1] (cm-lisboa.pt/toponimia)
[2] (CAMPOS, Nuno/CARNEIRO, Isabel: O Padrão dos Descobrimentos – roteiro para visita de estudo, 1994)

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