quinta-feira, 19 de maio de 2016

Palácio Nacional da Pena

O Palácio da Pena foi uma residência de Verão da Família Real Portuguesa desde 1838 até 1910, tendo-se transformado em casa – museu a partir de 1920, passando a estar aberto ao público com a designação de Palácio Nacional da Pena.
Hoje é o dia mais feliz da minha vida. Conheço a Itália, a Sicília, a Grécia e o Egipto, e nunca vi nada, nada, que valha a Pena. É a cousa mais bela que tenho visto. Este é o verdadeiro jardim de Klingsor – e, lá no alto, está o Castelo do Santo Graal
- Richard Strauss
Constitui o mais completo e notável exemplar de arquitectura portuguesa do Romantismo. Edificado a cerca de 500 metros de altitude, remonta a 1839, quando o rei consorte D. Fernando II de Saxe Coburgo-Gotha (1816-1885), adquiriu as ruínas do Mosteiro Jerónimo de Nossa Senhora da Pena e iniciou a sua adaptação a palacete. Para dirigir as obras, chamou o Barão de Eschwege, que se inspirou nos palácios da Baviera para construir este notável edifício.
Extremamente fantasiosa, a arquitectura da Pena utiliza os motivos mouriscos, góticos e manuelinos, mas também o espírito Wagneriano dos castelos Schinkel do centro da Europa. Situado a 4,5 Km do centro histórico.

Palácio Nacional da Pena [1868]
Álbum sobre Lisboa e Sintra

Francesco Rocchini, in BNP

O palácio e os jardins foram concebidos como um todo: as influências que conduziram à realização sublime de um, encontram-se no outro. «O Mosteiro gótico da Pena despiu-se então da simplicidade monástica para trajar as galas do século; deixou a divisa dos filhos de S. Jeronymo para se ataviar com o brasão d’armas de Portugal e Goburgo; trocou os seus dormitórios e estreitas celas por espaçosas salas; e mudou o nome humilde de habitação de monges no título pomposo de Paço Real. Depois, o augusto restaurador do monumento manuelino acrescentou às antigas obras outras novas e muito mais esplêndidas. A par do velho edifício rejuvenescido, levantou-se, como por efeito de condão mágico, um soberbo e formosíssimo palácio, uma verdadeira mansão de fadas. E uma grande extensão de Serra, em volta do paço, adquirida em diversas ocasiões pelo real fundador, foi transformada em um magnífico parque, a cuja traça e plantação tem presidido o mais apurado gosto.» (lnácio de Vilhena Barbosa, Parorama Photoqraphico de Portugal, 1873). (in serradesintra.net)

Palácio Nacional da Pena [c. 1958]
António Passaporte, in AML

– Com mil diabos! – exclamou de repente o Cruges, saltando de dentro da manta, com um berro que emudeceu o poeta, fez voltar Carlos na almofada, assustou o trintanário.
O breque parara, todos o olhavam suspensos; e, no vasto silêncio de charneca, sob a paz do luar, Cruges, sucumbido, exclamou:
– Esqueceram-me as queijadas!
(Eça de Queirós, Os Maias, 1888)

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