sexta-feira, 15 de abril de 2016

Rua do Vigário

O olisipógrafo Norberto Araújo descreve do seguinte modo este arruamento da velha Alfama:
«Quem fôsse o Vigário que se celebra nesta velha artéria de Santo Estêvão, ignoro. À direita [esquerda na imagem], até aos Remédios, tôda a rua se desdobra em prédios de dois tipos: século XVIII e século passado [XIX], estes renovados de anterior tessitura construtiva. É cheia de bizarria, policroma, aguarelada de seu natural, esta face norte da muito antiga serventia, que do lado sul, á nossa direita, beneficiou de demolições já no actual século, e que dão largueza à rua.»
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. X, p. 89)

Rua do Vigário [c. 1900]
À esquerda, o Beco do Vigário
José Artur Leitão Bárcia, in AML

Em ternos documentais, a Rua do Vigário surge nas descrições paroquiais anteriores ao terramoto de 1755 na freguesia de S. Estevão de Alfama e nas plantas após a remodelação paroquial de 1780, bem como em 1858 no Atlas da Carta Topográfica de Lisboa de Filipe Folque, e a partir da 2ª metade do século XIX encontra-se na documentação municipal prova de bastantes prédios a ruir nesta artéria e consequentes pedidos de reconstrução dos mesmos ou de construção de novos prédios. Encontramos ainda com data de 25 de maio de 1897 a indicação de uma propriedade a expropriar para alargamento da Rua do Vigário e um plano para o seu alargamento, da autoria do arqº José Luís Monteiro , de 7 de Julho de 1907. (cm-lisboa.pt)

Rua do Vigário [c. 1900]
Ao fundo,a Ruua dos Remédios
Eduardo Portugal, in AML

Sem comentários:

Enviar um comentário

Web Analytics