sexta-feira, 1 de abril de 2016

Rua de São Paulo, Arco de São Paulo

Segundo o olisipógrafo Norberto de Araújo, o sítio de São Paulo «Foi de seu princípio ribeirinho, sítio mercadejador, piedoso e turbulento. É coevo do Cata-que-farás e dos Remolares, vizinho actual da Ribeira Nova. (...) Remonta ao quinhentismo, extra-muros. Em 1550 não contava como freguesia; existia como formigueiro de mareantes. (...)

Rua de São Paulo (nascente), Arco de São Paulo [séc. XIX]
Carro «Americano», anterior à electrificação da linha que só ocorreu c.1901
Fotógrafo não identificado, in AML

 
Peço-te, antes de encerrarmos êste passo de jornada, que atentes bem na fisionomia dos prédios do lado Norte da Rua de S. Paulo, na ala paralela à linha do eléctrico. Têm ainda qualquer cousa de pitoresco e de ingénuo, integrada na fisionomia pura pombalina desta área; são relíquias modestas do primeiro período da reedificação da Rua de S. Paulo, cuja artéria, como aliás a Praça, não correspondem à topografia da primeira metade do século XVIII. E já agora, contempla o semblante das lojas dos adelos, em série, como em «rua direita» da provincia. Aspecto único em Lisboa. Pois bem curioso é êste sítio de S. Paulo - lisboetazinho puro.»
(Araújo, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIII, pp. 59-62)

Rua de São Paulo (nascente), Arco de São Paulo [190-]
Posterior à electrificação da linha, são visíveis os postes das catenárias junto ao arco
Paulo Guedes, in AML





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