quinta-feira, 10 de março de 2016

Rua do Chão da Feira e Porta de São Jorge

A Rua do Chão da Feira, que se situa em frente à porta principal do Castelo de São Jorge[1], foi anteriormente designada apenas como Chão da Feira. Cristóvão Rodrigues de Oliveira regista-a no seu Sumário de Lisboa em 1551, incluindo-a na antiga freguesia de São Bartolomeu.

Rua do Chão da Feira [c. 1900]
Muralha do Castelo antes das obras de restauro (1938-40)
Ao fundo, a Porta de São Jorge, entrada para o Castelo de São Jorge

Fotógrafo não identificado, in AML

O ilustre olisipógrafo Norberto de Araújo refere que «Chão da Feira ainda se chama ao local pela fôrça de realismo toponímico: no tempo de D. Afonso II, entre 1212 e 1223, aqui se realizava uma feira semanal, avó da «Feira da Ladra», que do Rocio, da Alegria, de Campo de Santana, foi parar ao Campo de Santa Clara, onde perdura às terças-feiras e sábados. O dia tradicional desta Feira da Ladra era, porém, a terça-feira.

Rua do Chão da Feira [c. 1900]
Muralha do Castelo antes das obras de restauro (1938-40)
Ao fundo a entrada para o Pátio de D. Fradique

Fotógrafo não identificado, in AML

Aí temos a porta do Castelo que, sendo chamada «da Alcáçova» até o tempo de Mestre de Aviz, 1385, recebeu depois, também, o nome de S. Jorge. Esta actual, escancarada, esburacada, já quási uma «ruína nova», é de 1846, tempo de D. Maria II, como podes ler na inscrição sôbre a fachada exterior. Antes dêsse ano, o vão de ingresso teve portões com seus postigos.» 
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. III, p. 17-20)

Rua do Chão da Feira [c. 1900]
 Porta de São Jorge, entrada para o Castelo de São Jorge
José Artur Bárcia, in AML

O arco da Porta de São Jorge, é semelhante a um arco de triunfo, com arco pleno em fiadas adornada com mármore, sobre o fecho do qual se pode ler «4-4º-1846 — D. Maria II», sendo rematada com pedra de armas reais. Lateralmente, em letras de bronze, uma dedicatória ao Duque da Terceira, Ministro da Guerra. Esta porta dá acesso à Esplanada.

[1] Fotos posteriores às obras de restauro do Castelo de S. Jorge (1938-40) podem ser vistas aqui)

Sem comentários:

Enviar um comentário

Web Analytics