segunda-feira, 7 de março de 2016

Café Monumental

O Café Monumental, restaurante, café e  casa de chá, foi inaugurado a 17 de Setembro de 1955 (v. artigo do Diário de Notícias) com projecto inicial do arquitecto Rodrigues Pereira, e decoração, construção e mobiliário da autoria dos artistas José Espinho e Fred Kradolfer.

Café Monumental [1977] 
Avenida Fontes Pereira de Melo
Vasques, in AML

Conta quem os conheceu que o Monumental se distinguia pela luminosidade do espaço e pelo brilho das estrelas (sobretudo figuras do teatro) que o frequentavam.
 
Diário de Notícias, 1955
 

2 comentários:

  1. Caro José Leite,

    Vivi na Av. Duque D`Ávila, quase na esquina com a Av. República e junto ao Saldanha e Monumental. Era para o Café Monumental que ia tomar o meu café e ler algo (jornal ou materiais de estudo).

    Apreciei o ambiente do Café frequentado nos anos 70`s e inicios de 80 por gente de cultura e modos de vida diversos. Era espaçoso, brilhante, tal como o Cinema e Teatro Monumental, fazendo parte de um conjunto, grande e magnífico. Para lá destes atributos,o edifício era uma rocha autêntica. Passava pelo local, mais ou menos, todos os dias quando foi demolido e posso atestar, pelos meses que demorou a sua demolição que não vislumbro coisa mais sólida do que aquela. Deste modo, porque é que foi demolido? Só lhe posso dizer (pela demolição do Monumental e pelos entraves na Rua do Carmo que depois permitiu que o fogo se alastrasse por falta de acessos aos Bombeiros) que o Presidente da Câmara, Abecassis e "entourage" nunca foram por mim apreciados.

    Estas duas obras, uma de demolição e outras de entraves com o centro da Rua do Carmo construído com empecilhos, foram para mim, autênticos crimes de análise e abusos de confiança em relação à população.

    O Monumental era ainda uma obra muito funcional, moderna e seguríssima. A sua demolição deveria ter passado pela barra dos Tribunais. É o que penso e sou normalmente tolerante e não justicialista.

    Um abraço e parabéns pelo seu magnífico trabalho.

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  2. Agradeço o seu extenso comentário e o apreço pelo blogue, só que entre os colaboradores deste espaço não existe ninguém chamado José Leite.

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