Wednesday, 3 February 2016

Rua do Salitre

É uma via antiga cuja data de fixação na memória da cidade se desconhece com precisão. Sobre a história do sítio refere o olisipógrafo Norberto de Araújo o seguinte:
«No século XVI estes sítios por aqui, acima de Valverde [Av. da Liberdade], eram dos Ataídes, Condes da Castanheira, em prazos que se prolongavam do Sul (e já te disse que os Castelo Melhor adquiriram aos Castanheiras chãos e casas na zona actual dos Restauradores); uma dessas terras era chamada Horta da Palmeira, terreno que um Ataíde, D. Jorge, que foi bispo de Viseu e capelão-mór do Cardeal D. Henrique doou, antes de morrer (1611), aos frades brunos ou cartuxos do Convento de Laveiras, para neste sítio fazerem um hospício.

Rua do Salitre [1968] 
Avenida da Liberdade; à esq. o Palacete Lima Mayer
Artur Inácio Bastos, in AML

Este Hospício foi chamado dos Cartuxos (nome porque eram conhecidos os frades de S. Bruno), ou da Palmeira; «da Palmeira» foi mesmo a designação da Rua do Salitre no trôço que ainda existe. «Salitre» é toponímia que só apareceu em 1665, e que acompanhou, e venceu, a «de Palmeira» quando esta desapareceu da oralidade, aí por 1760.
Quanto a «Salitre» é uma denominação que derivou da circunstância de na Horta dos brunos existirem nitreiras que foram exploradas.»
(ARAÚJO, Norberto de , Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, p. 32)

Rua do Salitre [1943] 
Ao fundo, o Largo do Rato e o Convento das Trinas do Rato
Eduardo Portugal, in AML

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