segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Palácio da Quinta da Praia

A Quinta da Praia (onde é hoje o Centro Cultural de Belém), cujo nome recordava o tempo em que o rio chegava ao limite Sul da propriedade, e que representava uma das primeiras manifestações de apropriação de Belém pela nobreza – já que, tendo sido edificada na primeira metade do século XVI, foi uma das primeiras quintas para recreio naquela zona. Pertenceu inicialmente a D. Manuel de Portugal, poeta e amigo de Luís de Camões e filho do 1º conde de Vimioso. 

Palácio da Quinta da Praia [1931]
Rua Bartolomeu Dias

Fotógrafo não identificado, in Arquivo do Jornal O Século

Esta propriedade teve várias designações, de acordo com a casa que sucessivamente a possuiu; assim, depois da primeira designação de Quinta da Praia passou a Quinta do Conde de São Lourenço, posteriormente a Quinta Real da Praia (na posse de D. João V), depois Quinta Marialva e finalmente Quinta do Marquês de Loulé, até 1929. Após esta data, e até 1939, funcionou no palácio desta quinta o Liceu D. João de Castro e, mais tarde, o Liceu D. Amélia. Em 1941  passou a sede da extinta comissão administrativa das obras da Praça do Império e em 1945 instalou-se nele a comissão administrativa das obras da Universidade de Coimbra. Foi demolido em 1962. [1]

Panorâmica sobre Belém, vê-se o palácio da Quinta da Praia, o mercado e a fábrica de gás de Belém [ant. 1949]
Eduardo Portugal, in AML

[1] (NÉU, João B. M.,  Em Volta da Torre de Belém, Pedrouços e Bom Sucesso, vol. II, 1998)

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