domingo, 20 de dezembro de 2015

Rua Beneficência

 (Hospital Curry Cabral)


A homenageada é a 3ª Duquesa de Palmela - e às preocupações beneméritas que sempre teve ao longo da sua vida -, de seu nome Maria Luísa Domingas de Sales de Borja de Assis de Paula de Sousa Holstein (1841-1909) cuja filantropia lhe marcaram um lugar único, nomeadamente, na Assistência Nacional aos Tuberculosos, nos Socorros a Náufragos, em asilos, missões ultramarinas, institutos de protecção à infância e ainda, com sua prima Maria Isabel Saint-Lèger, na fundação das Cozinhas Económicas, de que foi a 1ª presidente. A primeira cozinha foi inaugurada em 1893, na Travessa do Forno (na antiga freguesia dos Prazeres) e surgiram depois as dependências do Regueirão dos Anjos (1894), Alcântara (1895) e de S. Bento (1896).

Maria Luísa Holstein foi também dama da Rainha D. Amélia, dedicou-se à escultura, havendo trabalhos seus no Museu do Chiado e na Sociedade de Geografia de Lisboa, assim como se interessou pela cerâmica e juntamente com a Condessa de Ficalho fundou a Fábrica do Ratinho no seu próprio palácio. Foi distinguida com a Ordem de Santiago, a Ordem de Santa Isabel, a Ordem de Maria Luísa (Espanha) e a Académica de Mérito da Academia Nacional de Belas-Artes. (cm-lisboa.pt)

Rua da Beneficência, antes Largo do Rego à Palma de Cima [1945]
À esquerda a antiga capela do Hospital Curry Cabral, demolida na década de 1950, antigo «Convento das Convertidas de Nossa Senhora do Rosário»; à direita, o Instituto de Reumatologia e a Capela de N. Senhora de Conceição, do Rego. Ao fundo a Avenida de Berna

Judah Benoliel, in AML

De acordo com o olisipógrafo Norberto de Araújo no sitio onde está actualmente o Hospital Curry Cabral  « assentou o Convento das Convertidas de Nossa Senhora do Rosário, de religiosas franciscanas, fundado depois de 1768 por D. Margarida das Mercês de Maré, dama francesa e mais tarde chamado do Rosário e das Dores (...) Deve-se a D. Maria I a ampliação do Real Recolhimento do Rêgo e a construção da Igreja, da qual aí tens apenas a fachada, cujo pórtico é sobrepujado pelas armas reais da «Piedosa».
Extintas as ordens religiosas e morta a última freira, o Recolhimento conventual na aparência e na missão, esteve muitos anos abandonado. Em 1905 foi transformado (Hintze Ribeiro) em Hospital para doenças infecciosas (tuberculose, principalmente), por diligências do prof. Curry Cabral.»
(ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XIV, pp. 58-59)

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