«Agora, Dilecto, vamos lançar-nos, na jornada da Estrêla ,
um dos sítios de Lisboa mais ridentes, tocado ainda de um certo
romantismo no seu Jardim-o Passeio da Estrêla. É um bairro de Lisboa
que, a-pesar-da ressonância do seu nome, não vai além de uma
grande Calçada, em rampa, com ruas novas irradiantes no seu traçado,
Calçada que morre no grande Largo — praça que é das mais belas da cidade —, do qual ainda a designação «Estrêla» se prolonga em linha recta até Sant'Ana e num braço, que sai do Largo, até Campo de Ourique.
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| Praça da Estrela [1918] Ardina e vendedor ambulante de leite junto ao Jardim da Estrela Rey Colaço, in AML |
Passado o edifício magnífico do antigo Parlamento, e a fazer esquina na Rua da Imprensa (que vai entroncar na de Santo Amaro) ficava o palacete Sotto-Maior, o mais representativo dêste arruamento, cujo parque era, e é, a última reminiscência da Cêrca dos frades, em logradoiro que em 1860 pertencia a Faustino da Gama. Em 1937 o citado palacete recebeu grandes transformações na passagem ao Estado, sendo destinado residência dos presidentes do Conselho de Ministros e de suas famílias.»
(ARAÚJO. Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XI, pp. 43-44)
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| Calçada da Estrela, Rua da Imprensa à Estrela [190-] Vendedor ambulante de leite Paulo Guedes, in AML |


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