domingo, 15 de novembro de 2015

Praça da Figueira

Deriva do árabe «Bes attem» (Borratém) que significa Figueira e daí a origem dos topónimos Poço do Borratém e Praça da Figueira que identificam uma contiguidade de espaços que a urbanização alterou.
Este espaço correspondia ao local das ruínas do Hospital Real de Todos os Santos, ardido em 1750 e destruído no Terramoto. Aqui nasceu, em 1755, o mercado ao ar livre que teve vários nomes até ao definitivo: Horta do Hospital, Praça das Ervas, Praça Nova.

Praça da Figueira, parque de estacionamento de automóveis,
vendo-se ao fundo, à direita, as ruínas do Convento do Carmo [1959]

Judah Benoliel, in AML

De aterro cheio de bancadas diárias passou a verdadeira praça fixa, com barracas arrumadas e poço próprio. Foi arborizada e iluminada em 1834. Tornou-se logo um dos emblemas de Lisboa. Só em 1968 se assinaria o contrato para a construção da estátua equestre de D. João I.

Praça da Figueira,  monumento a Dom João I [1972]
Armando Serodio, in AML

O monumento -  Inauguração a 30 de Dezembro de 1971 - é de composição simples, encimado pela estátua equestre de D. João I, em bronze, da autoria de de Leopoldo de Almeida. D. João empunha o ceptro, símbolo da autoridade, e o cavalo tem a cabeça baixa, em sinal de obediência. As inscrições no pedestal, risco do arquitecto Jorge Segurado, reforçadas pela presença de dois medalhões representando Nuno Álvares Pereira e João das Regras, tornam também o monumento uma memória da revolução de 1385.
Ocupa o centro da Praça da Figueira, local onde se localizava o  antigo Mercado da Figueira. (cm-lisboa.pt)

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