terça-feira, 20 de outubro de 2015

Casa Jerónimo Martins

No longínquo ano de 1792, um jovem galego, de seu nome Jerónimo Martins, chega a Lisboa em busca de melhores dias, abre a sua modesta loja no Chiado.

Casa Jerónimo Martins & Filho, Rua Garrett  [c. 1910]
Joshua Benoliel, in AML

Inicialmente situada na actual Rua Ivens, a «tenda», como na época lhe chamavam, muda para a Rua Garrett, em 1797, edifício que se mantém até ao grande incêndio de 1988 que viria a destruir boa parte da tradicional imagem do Chiado. Jerónimo vendia de tudo um pouco: enchidos, sacas de trigo e de milho, molhos de velas de sebo, boticões de vinho, vassouras, etc.

Casa Jerónimo Martins & Filho, Rua Garrett  [c. 1910]
Joshua Benoliel, in AML

A realeza também não dispensa os seus produtos e D. Fernando, o viúvo de D. Maria II e regente do Reino na menoridade de Pedro V, concede a Jerónimo Martins o alvará de fornecedor da Casa Real, porque "há por bem e lhe apraz". Jerónimo Martins não sobreviverá para receber esta honraria, que seria concedida a seu filho Domingos.

Casa Jerónimo Martins & Filho, Rua Garrett  [c. 1910]
Estúdio Mário Novais, in Biblioteca de Arte da F..C.G.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Web Analytics