Wednesday, 21 October 2015

Jardim do Campo Grande - Chalet das Cannas

«O «chalet das Cannas» constituía uma das referências mais importantes da paisagem romântica do jardim do Campo Grande em finais do século XIX. Localizava-se no lado ocidental do Passeio, junto ao Palácio Pimenta. Autêntica obra de arte romântica, decorado com bambus e cortiça, era motivo de espanto e admiração de todos os visitantes.


Esta obra, da autoria de António Cordeiro Feio, que foi administrador do parque do Campo Grande, era considerada na época um «modelo de bom gosto e perfeição.» (in Manuel Rui dos Santos, O Campo Grande)


«(…) os jardins [do Campo Grande] com o seu microscópico museu, mais conhecido pelo Chalet das Cannas (…).
«Tudo ali é perfeito e digno da mais detida inspecção.
«Desde as portas bordadas a lasulite, que deixam penetrar nesta mansão rendilhada, habitada sem dúvida por hariolos e fadas, os indecisos vapores violáceos e argênteos das correntes vivas que alimentam vários aquários, onde peixes exóticos e indígenas se misturam e ostentam formas esquisitas e fantásticas, até às tépidas transparências das janelas ogivais, com enfeites de plantas campestres, coando apenas a luz tão intensa do exterior. (…)


Chalet das Cannas [1939]
Eduardo Portugal, in AML

Tudo isto realçado ainda pela riqueza duma ornamentação que não obedece a modelos, que não segue escolas, nem copia estilos, formada de delgados juncos, vimes e variadas espécies de bambus e cannas vulgares.»
(in O Tiro Civil, Lisboa, 1 Abr.il de 1903, pp.3-4)


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