Thursday, 15 October 2015

Canoas cacilheiras no Cais do Sodré

«O bote cacilheiro, é o gigante dos catraios [bote pequeno]; rijo de borda, aguentando muito mar, e com alterosa vela triangular, não de espicha, mas içada ao tope do mastro, e engatada na proa, impina-se arrogantemente para ré. Enfunada com a grande corda de vento que apanha d'alto abaixo, arroja o bote n'um ápice de Lisboa a Cacilhas, que é o seu porto. Antes da instituição da companhia dos vapores do Tejo, em 1838, os botes cacilheiros faziam carreiras alternadas com as faluas [que tinham duas velas]; hoje há muito poucos, e nas horas desencontradas das viagens dos vapores da companhia é que fazem algumas carreiras. Actualmente ha uns 300 botes matriculados em Lisboa.» (in Archivo pittoresco, vol. 3, p. 262, 1860) 

Cais do Sodré [c. 1899]
Desembarque de passageiros das canoas cacilheiras no Cais do Sodré.antes que os Bumays e os Hersants tivessem formado a Parceria dos Vapores Lisbonenses.em 1899
Fotógrafo não identificado, in AML

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