quinta-feira, 2 de julho de 2015

Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos

Nesta estação terminava o Aqueduto do Alviela, que trazia a água para Lisboa das nascentes dos Olhos de Água a 10 Km de Pernes e a 2 km do sítio de Amiais. Esta água era conduzida para o reservatório da Verónica e para a cisterna do Monte. Esta estação foi inaugurada pelo Rei D. Luiz em 3 de Outubro de 1880.

Edificações da Companhia das Águas na cerca dos Barbadinhos - Chegada do Alviela no dia 3 do corrente 1880
Desenho do natural por Isaiais Newton, in O Ocidente: revista ilustrada de Portugal e do estrangeiro, 15 Out. 1880

Permitiu abastecer as zonas altas e baixas da cidade através de um sistema de sifões. Funcionava através de máquinas a vapor fabricadas nas oficinas de E. W. Windsor, em Ruão. Tinha cinco caldeiras. Esta estação esteve activa até 1928. Foi depois substituída por uma Estação Elevatória Eléctrica. Actualmente funciona neste espaço o Museu da Água, inaugurado em 1 de Outubro de 1987. Este Museu estando sediado na Estação dos Barbadinhos engloba também o Aqueduto das Águas Livres, a Mãe de Água das Amoreiras e o Reservatório da Patriarcal. Em 1990, o Museu da Água recebeu o prémio do Museu do Conselho da Europa.

Rua do Alviela [1880]
Estabelecimento das machinas da Companhia das Águas de Lisboa, fachada principal, Sul

Francesco Rocchini, in A.M.L

A capacidade do tanque dêste Reservatório - magnífica construção abobadada em quadrilongo com arcadas de volta abatida - é de 12.000 metros cúbicos; o fundo do tanque está 28 metros abaixo do nivel do mar. Os engenheiros que dirigiram esta obra foram José Joaquim de Paiva Cabral Couceiro e Joaquim Pires de Sousa Gomes.
(ARAÚJO,  Norberto de, Peregrinações em Lisboa, vol. XV, p. 26)
Rua do Alviela [1906]
Alberto Carlos Lima, in A.M.L.

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