quarta-feira, 29 de julho de 2015

Casa das Bengalas

O plano de Eugénio dos Santos e Carlos Mardel da reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755, aprovado pelo Marquês de Pombal, apresentava uma rede de ruas longitudinais e transversais, cortadas em ângulos rectos, com importância diferente que é traduzida pela largura das suas ruas e passeios.
Em 5 de Novembro de 1760 foi inaugurada em Lisboa a pratica de atribuição de nomes de ruas por decreto. Neste diploma D. José estabelece a denominação dos arruamentos localizados entre a Praça do Comércio e o Rossio, bem como regulariza a distribuição dos ofícios e ramos do comércio. 
 
Rua da Prata, 87~91 [c. 1910]
Joalharia e ourivesaria Casa das Bengalas de António Costa
Joshua Benoliel, in A.M.L.
  
A Rua da Prata, uma das artérias, recebeu, por este diploma, a denominação de Rua Bela da Rainha. Ficou também estabelecido que nela deviam ser arruados os ourives da prata e nas lojas que sobejarem os livreiros que antes viviam na sua vizinhança.
A homenagem efectuada a um membro da realeza levou a que no período da Primeira República, designadamente, em 5 de Novembro de 1910, este topónimo fosse alterado para Rua da Prata, numa manifestação clara de republicanismo em contraposição com a monarquia. (cm-lisboa.pt)

Rua da Prata, 87~91 [c. 1910]
Joalharia e ourivesaria Casa das Bengalas de António Costa
Alberto Carlos Lima, in A.M.L.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Web Analytics