terça-feira, 23 de junho de 2015

Feira do sorriso e das flores

A Genoveva da Lima Mayer Ulrich se deveu a iniciativa da Venda da Flor a favor das vítimas da 1ª Grande Guerra (1914-1918). No dia 15 de Março de 1917 um grupo de senhoras envergando braçadeiras brancas juntou-se para vender flores artificiais aos cavalheiros, que as colocavam nas lapelas dos casacos, a troco de donativos para ajudar os feridos da 1ª Grande Guerra. «A cidade povoou-se de bandos alegres de mulheres, de perfumes, de galanteios, de risos, de frescura feminina», descreveu a 'Ilustração Portuguesa'.
As senhoras entraram nos cafés, nas lojas, nos bancos, no Parlamento e até na residência do Presidente da República. O balanço do peditório ascendeu a algumas dezenas de contos, a que se somou um abanão no ambiente da capital: «Pela primeira vez, Lisboa viu, nas suas ruas e nas suas praças, uma multidão elegante, delicada, aristocrática apear-se dos seus automóveis e das suas carruagens, descer dos seus salões – e, alegre, amável, misturar-se entre o povo». Esta iniciativa repetir-se-ia em Abril de 1918.
(in Ilustração Portuguesa, N.º 579, 26 Mar. 1917)

Rua Garrett [1917]
Venda da Flor, iniciativa da escritora Genoveva da Lima Mayer Ulrich a favor das vítimas da 1ª Grande Guerra.

Joshua Benoliel, in Arquivo Municipal de Lisboa

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